Era uma vez uma vez para tudo a cada segundo em contagem
regressiva
para o encontro do desencontro entre nós e a morte, o sopro da vida exalando-se
n’um suspiro que passa pelos sentidos, como quem passa por um longo corredor e
a cada cômodo apaga uma luz e definitivamente fecha a porta.
Desencontramo-nos
da morte no exato momento do encontro, reconhecê-la seria um disparate, para os
outros a morte usa uma situação como disfarce, mas essa compreensão cria impasse...,
não obstante, a morte quando nos encontra é a nossa própria face.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Eles disseram, Rômulo... das coisas que tivermos de viver para despertar as misérias de nossa alma, viveremos até vivê-las. Você percebe, Rômulo? Todos aqueles que passaram pela verdade foram estilhaçados, porque seus pedaços precisaram ser espalhados em todas as épocas e em todos os reinos. Na verdade, não há quem nos compreenda as palavras são pontes para que os outros possam passear em nós de acordo com o que eles são Sou descompassada, Rômulo, e não pertenço ao seu mundo minha alma não digere a sua e meu monólogo não te alcança meu olhar é para dentro quando olhar para fora cessa respiração, posto que em minha garganta o grito não jorra mais por esperança Sim, eu paro por aqui em vários aspectos, não passarei para frente a codificação das bases nitrogenadas Vivemos, todavia a vanidade não apresenta sentido Não encontro o amanhã no hoje e o ontem não está mais em nada colapso Supernova II eu me absorvi
Ah... Maximiliano, por que choraminga por migalhas do destino? Ah, sim... você nada em um mar de nada no meio do nada.
Anda...!
Vê que, assim como Eustáquio, eu não travo briga por um pedaço de osso.
E talvez você se importe com o fato de eu não me importar, porém de antemão aviso que nada disso me interessa.
A questão é que mesmo sob as condições necessárias e tempo de florir, não me dou com estufas.
Minhas raízes não tomam o chão, não estou confinada à me prender ao solo, firmar, crescer e dar frutos. Rupícola que sou, tenho muito à escalar com raízes ao vento.
E é por isso que meus sonhos não se firmam aos seus, e é por isso que suas palavras são apenas melodias apreciáveis trazidas e levadas pelo vento, pelo tempo...
E se outra se insinua, que juntos se insinuem, por favor.
Perceba que muito me cansa o caráter mole e os olhos de lesma que passam deixando rastro.
Por isso não te canses, meu querido, ao planejar o escondido.
De fato, o fato é que o que lhe dá mais prazer é o ato de fazer-se de mascarado escondendo de ti mesmo a percepção de que não me interessa, nem um pouco, esse seu carnaval.
Amores consagrados têm sido batizados a cada esquina.
Muito me cansam, muito me cansa, já que o que aspiro é o que me inspira
E o que não me inspira em mim não permanece, nutriente não essencial
A sua falta não é meu mal
Cada vez que meus olhos piscam veem mais significado do que onde você vê beleza
Tenho muito o que fazer e não há tempo para procurar por confiança
Só não saberei lhe dizer se é no meu ou no seu habitat que se extinguiu tal proeza.