Perceba que: "(...) Porém, são apenas o objeto de uma suposição sugerida pela sensação...''
sexta-feira, 17 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Yesterday to tomorrow - "I want you to know I know"
''Costela esquerda''
(depois eu volto e termino)
porque terminou
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
Só o que foi pode ser sentido, adeus, pertence o destino.
Eu não me ocupo me culpando
E nem lhe culpo ocultando
o fato de que o fado, definitivamente, nunca deixa de ser
por falha nossa, por não ter sido suficiente, por não ter ido em frente, não, Julio, nada disso faz sentido, pois, depois veremos muito claro: tudo isso não passa de conjecturas dos cantos de uma mente.
O que não foi jamais deixará de ser, isso porque só deixa de ser aquilo que um dia foi. E nós não somos. Nós nunca fomos, senão, ingênuos.
Deixa mesmo, deixa estar, que bom que se deixou, porquanto cada um no leito de destino se deitou.
Tudo passará, num silêncio intransponível,
como tem passado
Assim, como tem passado a vida, dia por dia, em cada uma das conquistas que ontem tanto almejamos e que hoje, depois de tudo, não traduz nem menos da metade do que somos por inteiro dessa sede insaciável revelada na calada da noite, quando estamos a sós, sim, quando estamos sozinhos bem dentro de nós, velados por um (ainda que proscrito e inadmissível) descontentamento que bem baixinho... bem baixinho, sussurra e caminha pelos cantos dos recônditos indivisíveis de nossa alma.
Cantos do nossos poetas, semântica das nossas poesias.
A mim
me parece
em nada
lhe reconheço
,
Sua face, seu timbre, o contorno do seu corpo, sua altura, sua forma de falar, seu olhar, nada, nada reconheço. Um estranho para mim, salvo seu nome.
Seu nome, seu nome que me é tão familiar, diluiu-se em quem eu sou, o único caminho que me leva até seu nome é a melodia da canção de Jobim, cujo título rima com hipnotiza.
Mas, lembrei que nem mesmo meu nome eu lhe dei. E, ainda assim, seu nome continua em mim.
Antes de levarmos o óbolo ao barqueiro,
pitonisa.
Das lembranças de Elisa.
Que também soou
Eu
quarta-feira, 2 de outubro de 2024
Ada, temos colocado tanto de nosso tempo
Ada,
Temos colocado tanto de nosso tempo ao querermos mostrar ao mundo o porquê de vivermos aquilo que temos escolhido acreditar que deixamos de vivê-la, por viver para justificar. Aos olhos dos outros, seja por registros, por imagens sem o brilho do que é verdadeiramente espontâneo, palavras, discussões e explicações, justificações que diante da magnitude vida, não são nada, não há o que provar, são em vão... como esta que lhe escrevo.
Como muros que cercam uma casa (que se esquivou de ser casa) para concentrar todas suas energias no muro, cansados ficamos e cansados estamos. Pois, temos escoado todo nosso ânimo na expectativa de montar um mural que justifique para nós (pelo critério ilusório de que quantos mais olhos verem e pessoas souberem quem somos e o temos feito, mais seremos), como que se fosse prova cabal de quem somos.
Váquet, Ada...
Quanto mais olhos olharem, quanto mais ouvidos escutarem, menos é, uma vez que isso mais se dissolverá entre as realidades de cada um, seremos devorados e dispersados, dissolvidos num oceano sem fim de expectativas, projeções e frustrações alheias.
Então, COMO não haveríamos de estar cansados e sem tempo para vivermos nossa vida? COMO haveríamos de ter autodomínio e ânimo.para cumprir nossos objetivos se tudo, (não há limites) todos e qualquer possuem deliberadamente o direito de desfrutar, saber, e até mesmo achar que possuem a liberdade de acompanhar, compartilhar conosco particularidades de nossa vida? O que mais é só nosso? E que por estar nos limites do nosso Sagrado Particular é nossa maior fonte de inspiração, ânimo e objetivo cotidiano de vida? Ava... não há limite.
Ada,
São exatamente esses limites que delineiam quem somos e que nos permite ter ânimo e viver plenamente sentindo o significado em nossas vidas.
🧚♂️✨
quarta-feira, 18 de setembro de 2024
Ambar, ARMINKA
Ambar,
sexta-feira, 30 de agosto de 2024
quarta-feira, 23 de junho de 2021
comigo mesma, sei o quanto cri
que batendo os pés e as mãos em meio ao oceano toda a agitação
transformaria a água em terra firme
Entretanto, só encontrei a firmeza que buscava ao afundar
alcançando a terra no inconcebível fundo do oceano
na profundidade mais escura de mim mesma
Parmênides, se eu sou o riacho e a água seca ou transborda
é tudo somente porque também sou as margens
mas não havia ainda me percebido
perpetuando os esquemas, toda essa engenhosidade pontualmente perpetuada por mim
Engasgamento, quando Ouroboros saciou-se de si
porque eu sou a água e as margens floridas
e enquanto Rá me toca, transcendo com sua máxima do Templo em Delphos
assim, sou eu mesma também, a precipitação
e o outro: o outro começa somente no momento em que eu termino
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